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História, saúde e curiosidades estão no Museu do Parto

O Museu do Parto da Maternidade Escola Assis Chateaubriand (MEAC), da UFC, está instalado numa pequena sala de 5mx3m, mas abriga peças de elevado valor histórico e antropológico, que mostram como eram realizados os partos em diferentes regiões do interior do Ceará.

O Museu foi criado em homenagem ao Prof. José Galba Araújo (1917–1985), primeiro Diretor da MEAC, defensor do parto natural e de mais qualidade na assistência obstétrica. Embora seja um local de estudo, que serve a alunos e pesquisadores da UFC e de outras instituições, pode ser visitado pelo público em geral às sextas-feiras, das 14h às 16h.

A Liga de Estudo de Ginecologia e Obstetrícia da MEAC é responsável pelo Museu, que tem como curadora a Profª Sílvia Bonfim. Do acervo fazem parte peças, equipamentos e instrumentos originais e cópias. Algumas foram doadas pela Profª Silvia, cuja pesquisa de mestrado tratou de um comparativo do parto assistido na horizontal e vertical. "Temos cópias de peças usadas na época do descobrimento do Brasil", diz ela.

Entre as peças, está o "sofredouro", uma curiosidade nesta época de partos cada vez mais cercados de alta tecnologia. É uma espécie de cama, onde as gestantes eram colocadas durante o trabalho de parto. Próximo ao momento da saída do bebê, uma corda ou tira de couro era amarrada a uma das quinas para ajudar a parturiente a ficar numa posição mais inclinada.

Outro objeto curioso é a vértebra de uma baleia que encalhou na Praia do Cumbuco e passou a ser usada pelas gestantes da localidade como banco de parto. De acordo com a Profª Sílvia, esses bancos e cadeiras obstétricas são tidos como peças míticas. “As mulheres dizem: ‘se fulana pariu ali e teve sorte, eu também quero parir’”.

No Museu podem ser vistas ferramentas obstétricas ainda hoje utilizadas, como os fórcepes de Piper e de Simpson. Também está a cama obstétrica desenvolvida pelo Prof. Galba, que ganhou reconhecimento nacional e internacional. Como o espaço é uma homenagem a ele, o visitante também poderá conhecer mais sobre a vida e carreira desse cearense de Sobral, que trabalhou pela Medicina Social e propôs, além da humanização do parto, uma atenção à saúde descentralizada e hierarquizada, melhorando o atendimento à população.

Como mais uma forma de reconhecimento ao seu trabalho, o Ministério da Saúde criou o Prêmio Galba Araújo, concedido às melhores unidades de atendimento obstétrico e neonatal. Alunos e professores de outras instituições, bem como grupos que desejem marcar visitas guiadas, podem entrar em contato com o Museu para agendamento pelo fone 3366.8569.

Fonte: Profª Sílvia Bomfim, curadora do Museu do Parto da MEAC/UFC - fone: 85 3366 8569

Créditos

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