Comissão de Direitos Humanos apresenta relatório das atividades desenvolvidas no primeiro ano de retomada e discute ações para 2025
- Sexta, 04 Abril 2025 15:58
Retomada no final de 2023, a Comissão de Direitos Humanos da Universidade Federal do Ceará (CDH/UFC) apresentou, na quinta-feira (5), à Reitoria, o relatório das atividades realizadas durante o primeiro ano de funcionamento. O documento, que pode ser acessado na íntegra neste link, havia sido entregue ao reitor Custódio Almeida, no último dia 21 de fevereiro, no Gabinete da Reitoria.
A reunião, realizada na sala dos Conselhos Superiores, foi aberta pelo presidente da Comissão, professor Rafael dos Santos. O docente começou apresentando as principais atividades realizadas pelo grupo, com destaque para quatro ações. Ao todo foram 117 iniciativas, entre reuniões, eventos e outros atos que tiveram como objetivo a garantia de direitos, a promoção de valores ou a reparação histórica de violações à dignidade humana dentro e fora da Universidade.
O primeiro destaque mencionado pelo professor foi o evento “64 razões para não esquecer o golpe civil/militar de 1964”, realizado em abril de 2024. O segundo consistiu em uma conferência para debater a orfandade causada pela pandemia de covid-19. Conforme o relatório, esse evento contribuiu com a articulação entre entes públicos, culminando com a criação da Lei Estadual nº 112/2024, que instituiu o programa Ceará Acolhe, voltado à proteção social de crianças e adolescentes que ficaram órfãos em virtude da pandemia de covid-19.
O terceiro destaque, conforme o professor, foi o acolhimento de Frei Betto e a realização, em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Humano do Estado do Ceará, da abertura do Agosto da Memória, com a palestra “Frei Tito e as resistências”, proferida pelo dominicano. Rafael dos Santos também citou, como quarto destaque, as ações realizadas na UFC no final do ano, por ocasião do Dia Internacional dos Direitos Humanos (10 de dezembro), como o ato de reconciliação histórica, que homenageou ex-estudantes vítimas da ditadura civil/militar de 1964.
Além dessas ações de destaque, o presidente da Comissão relatou a produção de artigos por parte do grupo e também o recebimento de denúncias e a mediação de conflitos. “Neste primeiro ano, percebemos que as pessoas têm muitas demandas de direitos humanos e muito apreço pela Comissão. A gente tem sido demandado interna e externamente. É importante que as pessoas se percebam como seres que podem demandar essa Comissão e que os seus direitos possam ser resguardados”, avaliou Rafael dos Santos.
AÇÕES PARA 2025 – Depois da apresentação do relatório, os integrantes presentes expuseram as principais demandas do grupo e discutiram possíveis ações para 2025. Em 2024, a Comissão foi formada por 23 membros – entre estudantes, docentes e técnicos administrativos – e contou com a atuação mais próxima de 15 integrantes. Neste ano, também passará a fazer parte o servidor técnico-administrativo Celso Andre Nobrega da Costa, que está no cargo de produtor cultural.
Uma das iniciativas para 2025 mais relatadas pelos membros foi a necessidade de formação da comunidade acadêmica no tema. A professora Maria Juliana Figueredo Linhares recomendou a criação de um programa de educação em direitos humanos para a UFC. A discente Vitória Julia de Sousa Carneiro sugeriu, por exemplo, parcerias com Governo do Estado para fazer ações de letramento de gênero e sexualidade. Rayane Alves, assistente social do Campus de Sobral, reforçou a importância da comissão para realizar práticas educativas e preventivas na temática dos direitos humanos.
O reitor Custódio Almeida ressaltou a importância da Comissão como uma voz para reverberar de que forma a Universidade deve atuar nos temas relacionados aos direitos humanos. A principal expectativa, conforme o reitor, é a atuação do grupo na educação em direitos humanos. “Como casa educadora, a gente tem que pensar ações para que as pessoas virem a chave sobre a intolerância na convivência e deixem as ações preconceituosas”, destacou.
Custódio Almeida sugeriu a possibilidade de a Comissão atuar com letramento em direitos humanos, utilizando estrutura de educação a distância (EaD), para conseguir atender todos os campi. Também colocou os espaços da Universidade à disposição para atuação do grupo. “A Comissão está constituída, é respeitada, é reconhecida e pode ocupar ainda mais espaços na Universidade”, disse.
Fonte: Gabinete da Reitoria – e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.