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Programa Nacional de Olimpíadas de Química será ampliado ao ensino universitário

Imagem: Cartaz com o nome do Programa Nacional de Olimpíadas de Química O Programa Nacional de Olimpíadas de Química atingiu sua maioridade este ano após 21 anos de atividades ininterruptas, com coordenadorias instaladas em instituições de ensino superior de 25 Estados e no Distrito Federal, afirma o coordenador do Programa, Prof. Sérgio Melo, informando ainda que em 2016 o evento alcançou 340.000 estudantes dos ensinos fundamental e médio.

Ele destaca também que quatro estudantes do ensino médio – dois do Ceará e dois de São Paulo – representaram recentemente o Brasil em certame internacional realizado em Tbilisi (Geórgia), promovido pelo Ministério da Educação e Ciência deste país e que, por conta da pontuação obtida por eles, o Brasil alcançou a 17ª posição entre os 80 países concorrentes.

A posição é privilegiada tendo em vista que o Brasil ficou à frente de países europeus com sistemas de ensino bem avaliados como é o caso de Alemanha, Reino Unido, Holanda, Bélgica, França, entre outros, destaca o Prof. Sérgio Melo. Nas Américas, somente os Estados Unidos, em 13º lugar, obteve posição melhor no ranking, complementa. Os estudantes foram avaliados nos conhecimentos teóricos e no desempenho em laboratório.

Os exames tinham duração de cinco horas e problemas desafiadores que abrangiam temas não usuais no ensino médio, como química quântica, espectrometria de massa, interpretação de espectros RMN e cálculos espectroscópicos. Nos laboratórios, os participantes deveriam estar familiarizados com o uso de espectrofotômetro, coluna cromatográfica, síntese e análise de substâncias.

Em decorrência desse crescimento, da ampliação do espaço alcançado pelas Olimpíadas, a partir de 2017 "passaremos a focar também no ensino universitário. Assim, de forma piloto, vamos testar essa ferramenta educacional entre os estudantes dos cursos de Química das universidades cearenses", anuncia o Prof. Sérgio Melo. E complementa: as professoras Nilce Gramosa e Nadja Ricardo, do Departamento de Química Orgânica e Inorgânica da UFC, já estão programando a Olimpíada Cearense do Ensino Superior de Química. O projeto está, inclusive, cadastrado na Pró-Reitoria de Extensão. Observa o Prof. Sérgio Melo que até então a Matemática é a única ciência com projeto de olimpíadas que alcança o ensino universitário.

TRAJETÓRIA – A Olimpíada de Química foi idealizada no Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP) em 1986, sendo suspensa entre 1990 e 1994 por ausência de recursos. A Universidade Federal do Ceará decidiu reiniciá-la promovendo a Olimpíada Norte/Nordeste de Química, o embrião do Programa Nacional Olimpíadas de Química.

O programa é um amplo projeto educacional que reúne ações dirigidas para a melhoria do ensino da Química ministrada no nível de ensino médio de todo o País, explica o Prof. Sérgio Melo. Para tanto, estimula o trabalho criativo e inovador dos professores das escolas e convoca jovens estudantes a participar de atividades extracurriculares que possam motivá-los para o estudo dessa ciência.

Durante anos o projeto foi conduzido com extrema dificuldade, pois não tinha financiamento garantido e "sobreviveu em função de apoios isolados e do esforço pessoal dos coordenadores estaduais envolvidos", revela o Prof. Sérgio Melo, ressaltando que, mesmo com o apoio decisivo do CNPq  desde 2002 - que permitiu dar impulso ao projeto e criar condições favoráveis ao seu crescimento -, “ainda exige muito empenho e dedicação desses mesmos coordenadores”.

“Desde a primeira concessão de financiamento pelo CNPq temos contabilizado resultados palpáveis dignos de registro: crescimento no número de participantes; mais estudantes com qualidade ingressam nos cursos universitários de Química; estudantes brasileiros passaram a apresentar melhores desempenhos nas competições internacionais. Após 21 anos, é possível sentir os efeitos positivos desse projeto que iniciou com 186 participantes”, assegura o coordenador. Na galeria de ex-olímpicos, há professores universitários, doutores em Química e executivos de multinacionais, complementa.

A importância do evento é reconhecida pelo CNPq, que tem aberto editais específicos para apoio a essa iniciativa. A Associação Brasileira de Química (ABQ), sociedade sem fins lucrativos com cerca de 4.000 associados e 94 anos de atividade, cuida da organização no plano nacional e mantém uma diretoria específica para essa atividade.

O Programa Nacional Olimpíadas de Química abriga 27 olimpíadas estaduais, a Olimpíada Norte/Nordeste de Química e a Olimpíada Brasileira de Química. Realiza certames nacionais em três níveis: Olimpíada Brasileira de Química Júnior, para alunos do ensino fundamental (oitavo e nono e anos); Olimpíada Brasileira de Química Modalidade A (para jovens do 1º e 2º anos do ensino médio) e Modalidade  B (para os terceiranistas).

Tendo em vista o expressivo peso econômico da indústria química brasileira, a qual, segundo a Associação Brasileira da Indústria Química, responde por 10,4% do PIB da indústria de transformação e ocupa a 8ª posição no faturamento líquido da indústria química mundial, o Programa Nacional de Olimpíadas de Química direciona seus objetivos, também, para apoiar esse segmento. Para tanto, mantém estreitos vínculos com a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) e com a Associação Brasileira da Indústria de Álcalis, Cloro e Derivados (Abiclor), que proporcionam a aproximação com a indústria no sentido de dar apoio aos jovens que escolhem a carreira química.

Fonte: Prof. Sérgio Melo, coordenador do Programa Nacional  de Olimpíadas de Química – fone 85 3366 7739

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