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Professoras do Centro de Tecnologia falam sobre êxito e superação de preconceitos

Imagem: Professoras reunidas em frente ao CTPor iniciativa da Profª Diana Cristina Azevedo, Vice-Diretora do Centro de Tecnologia (CT), as docentes dessa unidade acadêmica reuniram-se na tarde desta segunda-feira (6) numa ação visando marcar o Dia Internacional da Mulher, que transcorre quarta-feira (8). Durante o encontro, realizado na sala do Conselho do CT, as docentes falaram sobre suas trajetórias profissionais, a discriminação e os preconceitos por fazerem parte de uma área considerada, durante muito tempo, como exclusivamente masculina.

"A importância do olhar feminino no Centro de Tecnologia é relevante em todos os setores, seja na sala de aula, na pesquisa, na gestão de cursos ou nos departamentos", defendeu o Prof. Almir Holanda, Diretor do CT, ao saudar as colegas. Ele destacou o fato de, pela primeira vez, o Centro ter uma Vice-Diretora. "Se olharmos a Galeria de ex-Diretores veremos que todos são homens e se houvesse Galeria de ex-Vices, também seriam todos do sexo masculino", complementou.

Confira mais imagens do encontro no Flickr da UFC

O Centro de Tecnologia conta com 48 professoras, equivalente ao percentual de 18,6%, registrando um número mais elevado no Departamento de Arquitetura e Urbanismo, onde as mulheres representam 40% do quadro, informou a Profª Diana, lembrando que é necessário se combater o preconceito de que "a engenharia não combina ou é difícil para mulheres".

Imagem: Ao contrário de outras famílias, a da Profª Carla Freitas sempre a incentivou a seguir EngenhariaNÃO CALAR – "Fui a primeira mulher no então Departamento de Estradas (hoje, Departamento de Engenharia de Transportes)", citou a Profª Elizabeth Moreira, lembrando que, por diversas vezes, em reuniões, se mantinha calada. Depois, viu que "calar não basta" e aconselhou às mais novas: "Não calem. Não se intimidem diante dos homens".

Ao contrário de outras famílias, a da Profª Carla Freitas sempre a incentivou a seguir Engenharia, filha que era de engenheiro e professor da UFC, mas lembra que em sua classe havia apenas mais uma aluna mulher. A Profª Ilma Vasconcelos considera que as meninas não são incentivadas a enveredar para a área da tecnologia.

"Há 19 anos estou no Departamento de Engenharia Química e somos apenas quatro professoras”, lamentou a Profª Luciana Gonçalves, para quem “a sociedade só ganha com a presença das mulheres. Não porque somos melhores, mas porque fazemos diferente", defendeu.

Já a Profª Mariana Monteiro Xavier de Lima, Coordenadora do Curso de Design, vê preconceito por parte das próprias mulheres quando repetem, por exemplo, que "arquiteto é o homem que não teve coragem para fazer Engenharia". Recebeu apoio da Profª Celi Santos Alencar, que considera que a culpa pela discriminação "é também nossa".

Imagem: Prof. Almir Holanda e Profª Diana Azevedo, Diretor e Vice-Diretora do CTPara a Profª Fátima Sombra, existe, em muitos casos, a "discriminação implícita" contra mulheres que enveredam na seara da tecnologia, mas entende que elas podem se afirmar com trabalho, "porque ninguém resiste a um trabalho bem feito. O trabalho vai aparecer", garante.

O Prof. Estevão Rolim Fernandes, Chefe do Departamento de Integração Acadêmica e Tecnológica em Engenharia e Arquitetura, dizendo-se "orgulhoso" por ter sido convidado a participar do encontro, afirmou que os homens têm papel importante na luta contra a discriminação às mulheres e destacou que um dos caminhos "é educar nossas crianças" nesse sentido.

Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social e Marketing Institucional da UFC – fones: 85 3366 7331 e 3366 7938

Créditos

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