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Coordenadoria de Inovação Tecnológica realiza workshop sobre licenciamento de fármacos

Imagem: Paulo Lacativa, gerente de projetos de pesquisa na empresa de desenvolvimento de medicamentos para uso humano Biozeus BiopharmaceuticalA Coordenadoria de Inovação Tecnológica (CIT) da Universidade Federal do Ceará realizou, na tarde desta terça-feira (16), no auditório da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PRPPG), workshop sobre licenciamento tecnológico na área de farmacologia. O ministrante foi Paulo Lacativa, gerente de projetos de pesquisa na empresa de desenvolvimento de medicamentos para uso humano Biozeus Biopharmaceutical.

Com plateia composta por pesquisadores da UFC na área da saúde, o evento abordou os principais desafios e caminhos para o processo de licenciamento de medicamentos hoje no Brasil e no mundo. Segundo Lacativa, atualmente existe um grande abismo no País entre a descoberta em Farmacologia e o uso dessa inovação no cotidiano médico.

"De um lado temos os pesquisadores na bancada descobrindo coisas sensacionais e do outro lado está o médico com o paciente precisando de um tratamento, e existe esse momento em que a coisa morre. Dados da Unesco apontam que, de 2008 a 2014, aumentou em 32% o número de publicações no Brasil. A gente publica muito, mas se a gente for ver o número de patentes brasileiras na agência internacional americana USPTO (United States Patent and Trademark Office), a participação é de 0,1% e a gente não teve nenhum crescimento nesse período. Há essa grande desproporção entre a gente conseguir fazer ciência e conseguir desenvolvê-la", afirmou.

Veja outras imagens do workshop no Flickr da UFC

O gerente de projetos ainda destacou os números relacionados aos custos e tempo de investimento em um projeto de fármaco, desde a pesquisa acadêmica até o uso em pacientes. "De cada 10 mil moléculas, uma chega a fármaco e esse caminho é longo. Para desenvolvimento, uma molécula leva cerca de 20 anos e é muito custoso. Em média você investe de 20 a 30 milhões de dólares para chegar de uma ponta à outra", disse Lacativa.

Imagem: O coordenador de inovação tecnológica da UFC, Prof. Rodrigo Porto, e o ministrante Paulo LacativaDe acordo com o Coordenador de Inovação Tecnológica da UFC, Prof. Rodrigo Porto, a aproximação entre universidade e empresas pode propiciar que descobertas feitas nos laboratórios da academia cheguem à sociedade. "Precisamos quebrar paradigmas e um deles é licenciar tecnologias e levar para além dos muros da universidade o que está nas nossas teses. De uma maneira geral há uma diferença cultural muito grande entre academia e indústria. A indústria necessita de coisas com muita rapidez e trabalha muito na base do sigilo, enquanto que a universidade tem um ritmo próprio de desenvolvimento do conhecimento e trabalha com a publicização dele. A aproximação desses dois mundos requer um esforço, há a necessidade de ambos os lados mudarem um pouco de postura, mas sempre há aqueles que compreendem os benefícios dessa parceria de uma forma que todos possam sair ganhando", ressaltou o coordenador.

O workshop sobre licenciamento tecnológico foi o primeiro de uma série de eventos a serem realizados pela CIT, ao longo deste ano, visando à orientação dos mecanismos de parceria entre academia e empresas atuantes no desenvolvimento e inovação científica. A próxima atividade, em data a ser definida, contemplará a área de Tecnologia de Alimentos.

Fonte: Coordenadoria de Inovação Tecnológica da UFC – fone: 85 3366 9169

Créditos

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